16/07/2009

Requiem

À porta do verão, vão-se
os amigos nesse voo parado,


radical, no coração da terra, des-
medidos ante um mar de gente


crucial; à porta do verão - que sega-
-vidas, que gélida fogueira, que razia;


e como dói o frio que incendeia
as estrelas cadentes da alegria;


à porta do verão - e os amigos
rigorosos, obstinados, seminais


atravessam o sentido dos sentidos,
e a poeira dos pontos cardeais.




Domingos da Mota 

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