6 de abril de 2009

VOZ SOBRE NÓS

           Do incerto silêncio foge a voz
           que ainda sonha sem forma e limite
           a voz interna que, poeta, e só, respira


           Lá onde a encontrei
           elipses cortes contrações espasmos


           Além da página
           no chão limite
           caiu-me esquiva a voz


           De quando em quando
           manhã em luz entardecida foge
          
           De quando em quando
           fogem as mãos do barro com espanto


(com falso espanto - lá - e só - a li)


Marco Aqueiva


(poema inédito)