20 de fevereiro de 2011

Sem grinalda e sem regresso

A água que me dá sede
não refresca este jardim
é de esperança desesperada
diz mais vezes não que sim

Silêncio e metamorfose
juntam-se batem às portas
do futuro incandescente
neste jardim de horas mortas

À deriva flutuamos
os sonhos vimos ruir
mas na varanda da esperança
um coração vai abrir

Nova onda de igualdade
sem grinalda e sem regresso
cascata branca a sonhar
é o que ao destino peço

                                           2008

Urbano Tavares Rodrigues

com a devida vénia, de Horas de Vidro, Publicações Dom Quixote, Lda., Lisboa, Fevereiro de 2011