3 de janeiro de 2010

Lourdes Castro, Rua da Olaria

O pardal do campo descobre muitos lugares para
             uma casa
a poucos metros de mim
mundos sobrepostos transitam, preenchem o
            silêncio
e para o ânimo deles
quem não se levantaria cedo?

A minha arte é uma espécie de pacto:
não distingo as áreas selvagens das cultivadas
e elas não distiguem a minha sombra
da minha luz

José Tolentino Mendonça

com a devida vénia, de O VIAJANTE SEM SONO, Assírio & Alvim, Lisboa, Setembro de 2009

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