18 de dezembro de 2009

FLOR DESEJADA

Nas asas do vento, criei uma flor
cercada de desejos e aguardei,
obstinado, a Primavera.

Passada a época das chuvas, liberta
a memória do silêncio das palavras, um
sorriso cúmplice, inebriante, anuncia
discretamente um novo tempo,
táctil e cálido, rodeado de aromas
inesparados.

O fogo dos sentidos, Cibele, necessita,
como o vidro, mil paixões.

Arlindo Mota

com a devida autorização, de aqui
mais poemas do autor, aqui

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