O SILÊNCIO
Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada,
e o sono, a mais incerta barca,
inda demora,
quando azuis irrompem
os teus olhos
e procuram
nos meus navegação segura,
é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,
pelo silêncio fascinadas.
Eugénio de Andrade
com a devida vénia, de POESIA, Fundação Eugénio de Andrade, Setembro de 2000
parece já do seu ofício fatigada,
e o sono, a mais incerta barca,
inda demora,
quando azuis irrompem
os teus olhos
e procuram
nos meus navegação segura,
é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,
pelo silêncio fascinadas.
Eugénio de Andrade
com a devida vénia, de POESIA, Fundação Eugénio de Andrade, Setembro de 2000
Etiquetas: Eugénio de Andrade

1 Comentários:
Caro Domingos,
Grato por compartilhar tal pérola!
Grande abraço,
Adriano Nunes.
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