01/01/2010

O SILÊNCIO

Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada,

e o sono, a mais incerta barca,
inda demora,

quando azuis irrompem
os teus olhos

e procuram
nos meus navegação segura,

é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,

pelo silêncio fascinadas.

Eugénio de Andrade

com a devida vénia, de POESIA, Fundação Eugénio de Andrade, Setembro de 2000

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1 Comentários:

Blogger ADRIANO NUNES disse...

Caro Domingos,

Grato por compartilhar tal pérola!


Grande abraço,
Adriano Nunes.

04/01/10, 13:16  

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