2 de abril de 2011

[Mais incompreensível]

Mais incompreensível
Que a sombra
A luz diáfana
Ou penetrante
Que de onde em onde
O ser inteiro
Recebe

Essa luz nimba
De compaixão
A pergunta imensa
Ferida impossível
De jamais sarar

Ao longe o silêncio
Que reverbera
Maravilhoso
Inatingível

                                Londres, 24 de Dezembro 1996

Alberto Lacerda

com a devida vénia, de O PAJEM FORMIDÁVEL DOS INDÍCIOS, Assírio & Alvim, Junho 2010

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