18 de dezembro de 2010

O SILÊNCIO

Dos corpos esgotados que silêncio
tão apaziguador se levantava!

(Tinha uma rosa triste nos cabelos,
uma sombra na túnica de luz...)

Para o fundo das almas caminhava,
devagar, o sonâmbulo silêncio.

(Que apertados anéis nos braços nus!)

Mas o silêncio vinha desprendê-los.

David Mourão-Ferreira

com a devida vénia, de OBRA POÉTICA, 1948-1988, Editorial Presença, Lda., Lisboa, Maio, 1997

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