20 de março de 2010

O silêncio

A morte dos sonhos e a solidão
são medidas e pesadas como todas
as minhas excreções, de 8 em 8 horas.
Neste breve parêntesis de químicos
entre a febre e as carências
que amparam o pensamento
cai sobre o dia uma luz sem ruído,
sem outro objectivo que o silêncio,
esse mapa do futuro isento da morte,
que me faz contemplar - Hoje começou a primavera.

Rui Miguel Ribeiro

com a devida vénia, de RESUMO a poesia em 2009, Assírio & Alvim, Março de 2010

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