16 de março de 2010

[Láudamo]

Láudamo, gota  a  gota  sobre mim. De
corpos   arrastados  para  um   silêncio
comum.  Rompido, a golpes de joelhos,
como  um  vidro desfeito  na  noite  de
um  bairro,  como  a  respiração de um
incenso.

Uma cortina que cai.

Gota   a   gota   sobre  mim,  clepsidra
invisível  a  destilar o  álcool  dos meus
olhos na ferida do mundo.

Vasco Gato

com a devida vénia, de Omertà, Quasi Edições, Março de 2007

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