12 de outubro de 2010

[pássaros calmos]

pássaros calmos.

no campo onde habitaram as guerras
há só silêncio.
os mortos crepitam numa outra dimensão.

sangue, és um maestro de flores cansadas
mendigando às flautas
sopros de serenidade

este campo é um quintal denso
poético

onde pela manhã
os pássaros
convocam
a bruma.

Ondjaki

com a devida vénia, de DENTRO DE MIM FAZ SUL SEGUIDO DE ACTO SANGUÍNEO, Editorial Caminho - 2010

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