22 de setembro de 2010

ENGANO

Que engano, engodo, ingrato, esse do sentimento
Ao alto, ao fundo, ao invisível
Alvo.
Já podemos morrer,
A voz que sobe em silêncio pelos tubos da razão,
Frontal como o rosto dum órgão,
Transforma em catedral a capelinha pobre
Do lugarejo humilde
Onde a minha alma reza sem saber pensar.

Armando Silva Carvalho

com a devida vénia, de ANTHERO AREIA & ÁGUA, Assírio & Alvim, Lisboa, Junho de 2010

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