17 de janeiro de 2010

[quando a erva repousar no corpo denso]

quando a erva repousar no corpo denso
do orvalho e habitar a madrugada
como estrela caída
que desflorara lúcida o ventre
do breu
e tuas mãos souberem do filho
que pare a mãe
a mãe de todas as palavras
e tua boca aberta em fogo a voz
sentir como sua
e o grito nela nado for silêncio
saberás do poema vagamundo
o que de todos os passos
as cinzas colhe

Xavier Zarco

1 comentário:

  1. Camarada,
    O meu muito obrigado por esta inserção.
    Um abraço.
    Xavier Zarco

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