7 de novembro de 2009

AUSÊNCIA

Quando a minha voz
se fizer
ausência, entenda o silêncio
como prova da verdade.


         Arrume as palavras deixadas
         entre folhas, faça frases
         e desordene os parágrafos.


A minha voz ausente
estará diante
do esforço. Concentre sua hora
na descoberta dos traços.


Risque as letras e deixe em branco
a parte inferior do silêncio.


Pedro Du Bois


(Poema inédito). Outros poemas do autor aqui

1 comentário:

  1. Caríssimo Domingos, muito me honra a divulgação do poema em seu espaço, entre tantos e melhores autores. Abraços, Pedro.

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